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Quanto mede sua cintura? Veja se sua barriga pode afetar a saúde do coração
A medida da sua cintura pode dizer mais sobre sua saúde do que você imaginaInteligênciaArtificial/ChatGPT

Quem nunca ouviu — ou até falou — a frase: “é só uma barriguinha”? Muitas vezes, o aumento da gordura abdominal acaba sendo tratado apenas como uma questão estética ou algo natural da rotina corrida, do estresse e da falta de tempo para se cuidar. Mas o que pouca gente percebe é que a medida da cintura pode dizer muito sobre a saúde do coração.

A gordura no corpo vai muito além da aparência. Aquela barriguinha considerada inofensiva pode estar ligada a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC, duas das principais causas de morte no mundo. O grande problema muitas vezes não está apenas no peso da balança, mas na chamada gordura visceral — aquela que se acumula na região abdominal, ao redor de órgãos importantes como fígado, intestino e pâncreas.

“A gordura visceral é metabolicamente mais ativa e libera substâncias inflamatórias que afetam o metabolismo e favorecem o desenvolvimento de diversas doenças”, explica a cardiologista Rafaela Penalva, chefe da Seção de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. O processo costuma acontecer de forma silenciosa. Quando há níveis elevados de colesterol, especialmente o LDL — conhecido como colesterol ruim —, parte dessa gordura pode se depositar nas paredes das artérias.

Com o tempo, esse material se acumula junto com células inflamatórias e cálcio, formando placas que dificultam a passagem do sangue: “Essas placas podem se romper e provocar a formação de coágulos. Quando isso acontece nas artérias do coração, ocorre o infarto. Já quando afeta a circulação do cérebro, pode provocar um AVC”, alerta a cardiologista Rafaela. Uma das formas mais simples de observar o risco cardiovascular é medir a circunferência abdominal. Os valores considerados preocupantes são:

  • Mulheres: acima de 88 centímetros
  • Homens: acima de 102 centímetros

“Quanto maior a circunferência abdominal, maior tende a ser o risco cardiovascular, especialmente quando associado a fatores como pressão alta, colesterol elevado e sedentarismo”, afirma Penalva. E existe um detalhe importante: nem sempre a pessoa aparenta estar acima do peso.

“Muitas vezes o peso está dentro da faixa considerada normal, mas há acúmulo de gordura na região abdominal, o que também aumenta o risco cardiovascular”, explica a médica. 

O que ajuda a reduzir a gordura abdominal?

A boa notícia é que mudanças simples no estilo de vida ajudam — e muito — na prevenção. Entre os principais cuidados estão:

  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar colesterol, pressão e glicemia;
  • evitar cigarro;
  • manter uma alimentação equilibrada;
  • reduzir o consumo de ultraprocessados e açúcar.

A combinação entre exercícios aeróbicos e musculação costuma trazer melhores resultados: “A regularidade é o fator mais importante. A combinação de exercícios aeróbicos com treinos de força costuma ser a mais eficaz para reduzir a gordura abdominal”, destaca a doutora Rafaela.

No fim das contas, a principal mensagem é simples: a barriga não deve ser vista apenas como uma questão estética. considerada inofensiva, pode estar associada a problemas sérios de saúde. Por isso, é importante olhar para esse sinal com atenção e investir em hábitos mais saudáveis”, finaliza a especialista.

Fonte: (R7)


 

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